| Por reeleição, Chávez repete referendo e fala em continuar tentando mudar lei |
| Seg, 09 de Fevereiro de 2009 11:17 |
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É a segunda vez que a consulta popular é feita em menos de dois anos. Presidente diz que consulta pode se repetir outras vezes.
Chega a parecer um filme repetido: os venezuelanos vão às urnas no próximo domingo (15) para decidir se o presidente Hugo Chávez, no poder há dez anos, pode ser reeleito mais uma vez (ou por todas as vezes que quiser), e continuar seus planos de implantar o “socialismo do século XXI”. É a segunda vez que a consulta popular é feita em menos de dois anos, e não há sinais claros sobre o quanto este referendo vai ser definitivo. “O próprio presidente já falou que, se o ‘Não’ ganhar, pode realizar até um referendo por ano até o fim do seu mandato”, disse ao G1 o cientista político venezuelano José Vicente Carrasquero, opositor de Chávez, ressaltando que ir às urnas em referendos já é quase uma rotina para os a população do país, e que o presidente vai continuar tentando aumentar seu tempo no poder.
Depois da derrota governista no referendo que mudaria a Constituição do país, no final de 2007, esta é uma nova tentativa do presidente de ter o direito de se manter no poder – ou ao menos tentar -, nas próximas eleições. A vitória do “Sim” no referendo aprova uma emenda constitucional que passa a permitir que todos os governantes eleitos na Venezuela possam tentar reeleição quantas vezes quiser. Caso o “Não” vença, a legislação limita as reeleições e Chávez terá que deixar o governo ao fim do seu mandato, daqui a quatro anos. A reeleição sem limites era apenas um dos mais de 80 itens que faziam parte da reforma constitucional rejeitada no final de 2007. Favoritismo Se Chávez sair vitorioso no referendo deste mês, diz carrasquero, vai consolidar o aumento do seu poder, e deve tentar retomar as outras propostas rejeitadas em 2007. “Se o ‘Sim’ ganhar, Chávez vai se achar com mais poder e vai tentar retomar as mudanças mais amplas que haviam sido propostas em 2007, se perpetuando no poder da Venezuela”, diz. Segundo o jornal local “El Universal”, uma vitória do “Sim” vai fazer com que Chávez repuita uma estratégia usada em 2000, quando renunciou ao mandato e convocou novas eleições imediatamente, capitalizando sua força da última vitória para já garantir um novo mandato e ficar mais de que os quatro anos que o mandato atual garante. Sai, não sai O tipo de mudança que uma nova derrota chavista pode levar ao país ainda é incerto. O próprio Chávez dá informações desencontradas sobre o que vai acontecer após o referendo, caso o “Não” receba mais votos no dia 15. Fonte: G1
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