|
O desregramento comportamental de alguns jovens |
|
Qua, 22 de Julho de 2009 03:00 |
|
O desregramento comportamental de alguns jovens

|
Não tenho problema com a idade e assumo que estou mais para o fim dos 40 que para o início dos cinqüenta. Apesar de ser considerado quase um meia-idade, tenho uma cabeça tão fresca, tão antenada com a modernidade que nem tenho sentido o tal do tempo passar. Claro que meu comportamento mudou. Radicalmente diria. Não freqüento mais festas noturnas, parei de beber, fumar, usar algumas drogas lícitas e ilícitas e de querer mudar o mundo com palavrões, armas ou até utilizando técnicas ultrapassadas de autoflagelação em suicídios lentos, graduais e seguros, que boa parte da juventude continua utilizando, através do uso constante de substâncias e de alimentos que aceleram o desencarne. A mudança me tirou deste caminho negativo e hoje sou saudável, cheio de vida e apaixonado por tudo que existe de belo no planeta. Convivo atualmente com jovens que buscam uma melhoria pessoal, com outros imbuídos de valores humanos e engajados em fraternidade, participantes de organizações voltadas para a promoção humana em vários aspectos, além de alguns que cantam mantras, oram, rezam e acreditam que através de alguma tradição espiritual podem atingir estágios mais elevados de existência. Esse povo do bem tem me dado muitas alegrias e, com ele, sigo uma vida feliz e acreditando que se fosse maioria, o planeta estaria caminhando para uma mudança. Ledo engano, ao menos no momento atual. Os jovens que acredito estarem no caminho certo, são minorias absolutas. Os encontros que participamos são sempre com dezenas e às vezes até com unidades. As campanhas para a inscrição de voluntários para ações humanitárias atingem poucas almas. Contamos nos dedos os jovens que se posicionam de maneira menos egoísta. Por estar sempre com estes jovens, estava sem noção do outro lado, mas, por causa de um trabalho que estou desenvolvendo como escritor, passei a conviver com a juventude que eu não acompanhava fazia tempo. Tenho ido para alguns shows e presenciado de perto o comportamento de grupos de jovens e, o pensamento que tenho é extremamente preocupante. Os jovens estão mergulhados no mais impróprio comportamento, utilizando de maneira pesada e constante álcool, maconha, comprimidos diversos, cocaína e se comunicando com palavrões, agressividades gratuitas e, sempre prontos, para um barraco e uma grande confusão, sem separar mais homens e mulheres disto que relato. Estando no meio deles não ouço e nem presencio praticamente nenhuma conversa produtiva, nada em prol de um planeta melhor, tudo, absolutamente tudo gira em torno de suas próprias necessidades, ingressos para shows, viagens para eventos fora da cidade, roupas, adereços e zero de preocupação com os irmãos necessitados ou algo próximo disso. Dentro de um carro tive a infelicidade de ouvir da boca de uma jovem os palavrões e as imoralidades mais absurdas que uma pessoa pode proferir, gratuitamente, para risadagem geral, numa cena para eles hilária e, para mim tétrica, numa demonstração cabal da mais pura e genuína deteriorização da moral e dos bons costumes e, saiba que não sou careta e nem metido a moralista. Como disse já freqüentei shows, bebi, fumei cigarro e maconha, mas nunca utilizei estados alterados por estas substâncias para sair por ai dizendo palavrões, putarias ou tendo comportamento agressivo. Minha geração utilizava essas coisas para curtir os shows de maneira sadia, conversávamos sobre as letras, gostávamos da paz e torcíamos pelo fim das guerras, pela vitória dos democratas nos EUA, pelo retorno da democracia no Brasil, fazíamos parte do Comitê de Anistia e Direitos Humanos e os que brigavam eram condenados por todos os demais, pois não sentíamos prazer em brigar e nem em dormir na delegacia. Ouvindo os jovens nestes momentos que passo com eles, percebo que não usam camisinha, não dão a mínima para os valores humanos, não fica um sóbrio para dirigir enquanto os demais bebem, não tem interesse em escrever corretamente e, lamentavelmente só pensam neles. Os shows que freqüentam só contam a partir de dez mil pessoas. Menos foi fraco. A continuar assim, não sei como será o futuro. Essas pessoas - apesar de ser muito otimista, serão os corruptos de amanhã, ocupando altos cargos, telefonando para prostitutas, usando drogas e, dizendo em alto e bom som para todos, que são empresários, executivos, só que no fundo, são inconfiáveis, ladrões, drogados e não terão um mínimo de caráter, pois quando jovens, se ocuparam e se influenciaram com os piores tipos de comportamentos. Os pais não sabem, se fazem de doidos ou impotentes, assistem a tudo e não fazem nada. Os que tentam, são criticados e execrados quando eles estão reunidos. Para mim, impotente e chamado até de ?apóstolo? por alguns deles ao saberem que não bebo e não fumo, só me resta escrever, continuar trabalhando por um mundo melhor e, orando a Deus, pedindo que a fraternidade branca, os mestres ascensionados, Maria, Jesus, Krishna, Budha, santos, anjos, querubins e serafins possam enfim, assumir de vez suas existências e, numa intervenção divina de alto nível, esclarecer a todos nós, que a vida é uma preciosidade e que devemos nós, todos nós, utilizá-la de maneira pacífica, correta, solidária, para que possamos enfim justificar, a condição de sermos seres humanos.
|
|
Qua, 22 de Julho de 2009 03:00 |
|
AI QUE CHORINHO BOM
Apesar do ser humano estar habitando o planeta Terra há muito tempo, ainda nos maravilhamos com algumas coisas que sentimos e, ao longo de nossa existência material, vamos descobrindo para a felicidade que nos é dado sentir.
Venho percebendo que certos sons e alguns pensamentos, me conduzem magistralmente a um momento interior, que deságua numa espécie de êxtase incomum, deixando meus olhos marejados, face molhada com lágrimas do bem, nariz expelindo substâncias liquosas e, por dentro, uma alegria, um contentamento, um bem estar de difícil explicitação via letras digitadas em tela cibernética.
Tentando dissecar de maneira mais clara o quesito sons, elegeria solos em geral, especialmente os de guitarra de Santana, como por exemplo, a obra prima Europa, mantras indianos, músicas dos Beatles e de Elton John, entre outras.
A combinação dos sons que me alegram com pensamentos de gratidão, geralmente me deixa na situação descrita no início deste texto. Considero-me um ser abençoado, tenho uma vida maravilhosa, com meus pais, irmãos e sobrinhos todos vivos, emprego que gosto, profissão que me dá prazer, um filho divino e uma filha em gestação, esposa que amo e que me ama, além das ações humanitárias que materializo através da Casa do Bem e dos livros e artigos que escrevo.
Quando começo a ouvir os sons e agradecer a existência por tudo isso e muito mais, começo logo a lacrimejar, a sentir essa beatitude interior, sentindo o que intitulo de êxtase, por achar a palavra mais próxima de tudo que aprendi para tentar explicar sentimento tão gostoso e prazeroso que me ocorre.
Como tudo que é bom demais, esses êxtases geralmente são curtos, duram no máximo um ou dois minutos, mas são recorrentes. Infelizmente eles passam rapidamente quando um outro ser humano se aproxima. Quando estou só com a natureza, eles aumentam e chegam aos dois minutos, voltando a todo instante na visualização de árvores frondosas, formigas, pássaros, pedras, areia, mar, azul do céu, nuvens, borboletas e sempre que agradeço ao universo por tudo que me acontece, vejo, presencio e posso realizar.
Também sinto os êxtases quando estou programando as ações humanitárias. Hoje, por exemplo, caminhando, comecei a pensar em procurar agências de turismo com a finalidade de propor o projeto Disney do Bem. Cada agência que leva jovens ricos para Disney levaria um ou dois jovens carentes com tudo pago. Foi pensar e pum, as lágrimas desceram pelos olhos e pelo nariz e meu coração pum, pum, pum ficou feliz demais.
Imaginei aqueles jovens em feliz convivência com os demais, desfrutando das maravilhas que os parques oferecem e, compartilhe comigo, agora mesmo estou chorando.
O êxtase também acontece quando escrevo certas coisas. A percepção é que desejar o bem, pensar no bem, agradecer pelo bem que nos é feito, aliado a um cenário natural e sons divinos, é o passaporte perfeito para o que acontece e que tem difícil explicitação.
Penso que pessoas como Jesus, Sai Baba, Buda e alguns poucos, vivem em êxtase permanente. Realizaram dentro de si a vida e gozam todos os segundos da existência mergulhados no paraíso das emoções divinas e maravilhosas.
Apesar de estarmos por aqui há muito, como relatei na abertura, ainda teimamos em chorar por outros motivos, movidos por raivas, ódios, invejas e outras negatividades.
As lágrimas precisam rolar embaladas não pela mesquinharia que já deveria ter sido deletada de nossos corações. As lágrimas devem rolar movidas pela gratidão que devemos ter por tudo que está ai.
A ponte para a felicidade existe em toda parte. Tente você. Ponha um MP3 com uma música que você ama e saia caminhando de preferência num lugar bem legal. Pense nas coisas boas, nas pessoas de bem, agradeça, projete humanas ações. Se as lágrimas começarem a lavar seu rosto e o coração pum, pum, pum bater feliz, não enxugue o rosto, bem baixinho diga para si mesmo: ai que chorinho bom e siga feliz espalhando pelo éter a graça e as boas energias que todos temos dentro de nós. |
|
Em busca da luz que remove a ignorância |
|
Qua, 22 de Julho de 2009 03:00 |
EM BUSCA DA LUZ QUE REMOVE A IGNORÂNCIA
Estou de férias com a família, curtindo espaços variados e observando as pessoas em ambientes e situações um pouco diferentes do meu habitat natural. O contato com a esposa Deinha e com o filho Gabriel, além de Mel que está morando presentemente em ambiente aquático sem igual, proporciona uma série de contentamentos interiores que me causam especial alegria.
Como canceriano amo estar com a família sob minhas asas, vendo o mundo através dos olhos deles e, interiormente, muito satisfeito em poder estar compartilhando do planeta que ora habitamos com os que elegi navegar nesta nave mãe Terra, procurando evoluir quando fazemos escolhas sadias e, quando perdoamos e refletimos sobre erros e equívocos que inevitavelmente surgem, visto que ainda estamos aprendendo e assimilando comportamentos adequados, para que devidamente prontos e conscientes do nosso papel verdadeiro, possamos nos entregar espiritualmente à luz, que nos conduz naturalmente para o que sempre esteve ai, mas que infelizmente não percebemos totalmente, só intelectualmente: nossa natureza divina.
Tenho procurado compreender de maneira cada vez mais plausível as afirmações dos grandes mestres de que nós mesmos somos Deuses, que nada do que está fora representa progresso algum, que só o mergulho sincero no eu mais profundo, vai finalmente mostrar a realidade de nossa existência, o sentido de tudo, a chave do mistério.
Por mais que raciocine sobre tudo que leio, por mais êxtases que experimento nas caminhadas fantásticas que realizo pela amada Terra, por mais meditações, reflexões e incursões por dentro de mim mesmo, confesso que fico confuso e me sinto incapaz de entender verdadeiramente a nossa divindade.
A identificação que temos com o corpo é tão arraigada, os jogos da mente são tão sutis, as muitas falas, teorias, definições, esclarecimentos, vindos de fontes de alto nível são tantas, que abro meu coração para com certa tristeza, revelar a meus leitores que não consigo de maneira cabal e transformadora, entender que EU SOU DEUS e, assim, compreender como tudo é, descobrir finalmente minha natureza eterna, meu atma, o sentido de tudo, a unicidade.
Ignorante então sigo repetindo todos os dias o gayatri mantra, uma oração hindu: “rogamos a Ti que ilumine nosso intelecto, dispersando nossa ignorância, assim como a esplendorosa luz do sol, dispersa toda a escuridão”. O hindu acredita que todos os nossos problemas são decorrentes de nossa ignorância espiritual, por isso apela para que Deus, a Mãe Divina, jogue luz nesta escuridão tornando-o verdadeiramente um ser humano.
Quando viajamos percebemos de maneira mais plural a beleza do nosso planeta. Hoje estou em São Paulo e fui caminhar. Vi pessoas sofrendo no frio, drogados jogados, comerciários chegando para o trabalho depois de longas jornadas em ônibus, trens e metrô, camelôs montando suas tendas com um olho nos produtos e o outro nos fiscais, vi a engrenagem acelerada de uma grande cidade com muitos sinais luminosos, sirenes, toques de celulares com músicas apelativas, remanescentes da vida noturna em efusivos grupos, torcedores já fantasiados para os jogos da noite e, mergulhado em pensamentos vários, percebi no meio da chuva, do frio, dos humanos em situações diversas, uma árvore, completamente feliz, vibrando com um leve vento, um Ipê roxo, arejando meu coração com o toque da natureza.
Voltei para casa feliz, mais consciente que a busca interior pela compreensão de nossa natureza espiritual está escrita em todos os cantos. Está no ventre de Deinha com Mel. Está em Gabriel tocando guitarra ali na sala. Está na dinâmica da cidade grande. Está nos ensinamentos de Sai Baba, Krishna, Jesus, Kardec, Riva, Vivekananda, Budha e tantos outros e, está, principalmente dentro de mim.
Continuarei tentando entender o sentido real de nossa vida. Saber existencialmente como tudo é, pois quando realmente for, serei um verdadeiro contribuinte de um universo mais feliz.
Por enquanto, continuarei atento aos sinais e fechando os olhos para que da escuridão atual, surja à luz real, pois quando a ignorância for eu estarei e, só neste momento, perceberei divinamente, que eu sempre estive presente.
|
|
Pais e mães nada santos enlameiam a bela Natal |
|
Sex, 22 de Maio de 2009 03:00 |
|
PAIS E MÃES NADA SANTOS ENLAMEIAM
A BELA NATAL
Sou um dos muitos profissionais liberais que habitam a bela cidade do Natal, no Rio Grande do Norte. Para manter o que julgo ser o meu padrão de vida, tenho feito um esforço tremendo devido a concorrência que existe no mercado, em decorrência de uma série de fatores que não cabe descrever no presente artigo.
Todos nós, jornalistas, médicos, dentistas, professores, engenheiros, arquitetos ou psicólogos, entre muitos outros, temos vontade e precisamos divulgar nossos trabalhos com o intuito de conseguirmos mais clientes e sobrevivermos.
Felizmente a grande maioria dos profissionais liberais e prestadores de serviços levam em conta a boa educação que receberam dos pais e, dentro da ética e dos bons costumes, não apelam para cartazes e pichações para obter novos clientes.
Infelizmente esse comportamento não atinge 100% dos cidadãos. Ainda têm alguns que num frontal desrespeito à beleza e à estética da cidade, inundam Natal com cartazes de péssimo gosto, enlameiam postes, paredes e viadutos, com propagandas diversas, com destaque para os que se dizem pais e mães de santo, além de bandas de forró e festas noturnas.
Fico imaginando se todos nós fossemos sair por ai afixando propagandas pessoais nos equipamentos públicos, oferecendo assessorias de imprensa, consultas odontológicas, aulas de inglês, projetos arquitetônicos ou conserto de computadores. Seria o caos total e a morte da paisagem urbana.
Todas essas divulgações anunciam de maneira clara telefones e indicam quem está por trás das promoções. Aparentemente é muito fácil punir. Basta uma equipe da Semurb sair todos os dias fotografando e colocando um funcionário como testemunha do flagrante, se instalaria um tribunal onde o responsável seria chamado logo no dia seguinte e, ali mesmo, condenado a pagar uma multa por cada peça encontrada sob sua responsabilidade.
Qualquer vereador ou a própria prefeita tem poder para normatizar regras que levem esses malfeitores a tirar do bolso o pagamento pelo reparo e consequente indenização de todos nós por seus atos insanos. Já deve até ter lei para isso, então se tem, que se cumpra.
Em Natal tem dois desses espécimes sujões que não preciso nem citar. Uma se diz mãe vidente e outro é de Oxossi. Juntos devem ser responsáveis por metade da poluição existente. Pelo crime que vêm cometendo há muitos anos, já deveriam estar prestando serviços comunitários para ONGs.
Eu, se fosse juiz, condenaria ao pagamento de multa milionária e, de lambuja, a passar uns três anos das 8 às 11h e das 14 às 17h esfregando tudo que fosse pichação na cidade, com todo o material de limpeza tirado do próprio bolso.
Já que muitos que poluem a cidade preveem o futuro, vou exercitar um pouco esta arte: prevejo chumbo grosso para essa turma em breve. Explico melhor: semana passada tive o prazer de ouvir o amigo Kalazans Bezerra, atual secretário de Urbanismo, afirmar em alto e bom som que isso vai acabar. Afirmou que medidas vão ser tomadas e pessoas punidas sem dó e nem piedade.
Sugiro que a turma saia limpando desde já a sujeira toda. Se Kalazans realmente estiver enfezado e a coisa funcionar, a cidade vai ficar mais bela e a turma da poluição vai finalmente, entrar nos eixos.
Tenho fé! |
|
Os desejos e suas implicações em nossa vida |
|
Sex, 17 de Abril de 2009 03:00 |
|
OS DESEJOS E SUAS IMPLICAÇÕES EM NOSSA VIDA
Por Flávio Rezende
Como sempre faço logo cedo, coloquei o corpo em movimento, acordando também a mente e explodindo de gratidão à existência pelas cenas lindas que observo, comecei a sentir certo receio ao ver pessoas se aproximando, pois algumas tinham aparência um pouco duvidosas quanto à conduta pessoal.
Não consigo ainda afastar o julgamento da mente, quando começa a chegar perto algum ser com andar trôpego, olhar maligno e intenções negativas que ultrapassam seu campo perispiritual.
Sinto de longe uma energia esquisita e sei que conto com proteção e ajuda espiritual, para desviar caminhos e evitar determinados encontros. Apesar disso, não estamos totalmente livres de situações desagradáveis e acontecimentos nefastos.
Para mim tudo que nos acontece tem algo a ver com o que já fizemos e até as mortes, facadas, assaltos e acidentes de trânsito têm algo de pedagógico. Num primeiro momento não conseguimos mentalizar nestes termos e, muitas vezes, desencarnamos nos sentindo injustiçados, mas, quando determinadas coisas clareiam em outros ambientes espirituais, percebemos então o motivo de cada evento em nossa passagem.
O caminhar foi tranqüilo e os seres trôpegos e suspeitos passaram ao largo. Voltei intocável para casa, mas com a cabeça a mil. Manuseando o jornal, li que a polícia prendeu um rapaz acusado de assaltos a turistas em Natal.
O jovem de apenas 22 anos fala várias línguas e afirmou assaltar para satisfazer seus desejos. Certamente ele queria dinheiro para promover orgias em motéis, andar de Hilux, viajar para São Paulo ou Rio de Janeiro, beber uísque bem envelhecido e posar para os amigos e amigas com correntes com elos de ouro e relógios suíços.
Os nossos desejos precisam ser pesados e pensados, numa profunda reflexão pessoal, pois eles podem nos levar a caminhos diferentes.
Se um jovem passa a ter desejo de constituir uma bela família, sonha em encontrar uma esposa decente, gerar filhos aos quais possa dar educação e saúde, adquirir uma casa para abrigar os seus, ir ao estádio de futebol ver seu time jogar na companhia dos amigos, seguir adiante com hábitos positivos e idéias fraternas, esse desejar vai conduzir este ser para um caminho certamente do bem e ele vai à busca disso da maneira mais correta possível.
Como seus desejos e seus sonhos são do bem, são da paz e do amor, terá assistência dos amigos espirituais de elevado nível e receberá bênçãos ao longo da trajetória.
Já o jovem que passa a desejar cada vez mais bens materiais, sem ética, sem educação e sem espiritualidade, na ânsia de obter os carros, drogas, acessos a shows e roupas de grife, passará a receber influência de seres de baixíssima evolução, ávidos por vinganças, brincadeiras com álcool e aventuras irresponsáveis, conduzindo seguramente o ser para o pântano da marginalidade, escurecendo sua visão, tapando sua audição para os conselhos dos que querem tirá-lo deste caminho e, infelizmente, pavimentando a morte deste jovem, pois quem rouba, mata e se porta com indignidade, acelera sua retirada da materialidade e, lamentemos todos, atrasa sua missão e impõe a si próprio, novos carmas negativos, que sem dó e nem piedade, terão que ser pagos em existências futuras.
Os desejos nos levam a algum lugar. Os sábios e grandes mestres dizem que nós mesmos criamos nosso céu ou nosso inferno.
Se nos diferenciamos dos animais por termos capacidade de pensar, devemos direcionar nossas vidas para o paraíso, utilizando o amor pela família, a ética e os bons costumes, como matérias primas desta perfeita condução.
Se, ao contrário, caminhamos para o inferno, que diferença temos dos animais?
Uma vida selvagem num corpo humano é um retrocesso sem igual. Os irmãos do reino animal não podem ser culpados pela vida que levam, pois cumprem sua sina, mas um ser que já obteve um nascimento humano, não pode jamais ferir o próximo e nem conduzir sua vida de maneira ordinária.
Ame a todos, sirva a todos e direcione seus desejos para os caminhos do bem.
|
|