Simona Talma
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Cantora e Compositora.
Músicos, discos, livros, performers, estilos, pessoas, sempre elogiando tudo e sempre questionando tudo que elogia.


@%*$#Por que nunca nos trataram com amor.?!...
Ter, 25 de Novembro de 2008 12:12

Por Simona Talma

Há 2 anos o grupo Beira de teatro, do qual eu faço parte, como criadora, como amiga, como contra regra, como apresentadora dos espetáculos, entregadora de programas, recolhedora de roupas, aprendiz e elemento conflitante, começou a trabalhar em seu novo espetáculo que no começo só tinha o nome "Porque nunca nos trataram com amor" e o desejo de todos de um novo projeto. Durante os últimos 3 anos nós nos apresentamos com o espetáculo "O tempo da chuva" e nos divertimos, nos emocionamos e divertimos e emocionamos outras pessoas, sempre tentando trabalhar uma forma de fazer arte mais humana, o elenco de "O tempo da chuva"  tem Paula Vanina e Henrique Fontes como atores e autores esperando a chuva passar, música, assistência de direção e operação de som de Luiz Gadelha, a colaboração de Valéria Oliveira na luz, luz de Rogério Ferraz e a direção de Lenilton Teixeira. O tempo da chuva fala de amor e de desamor, mas nós amamos e nos desamamos de tantas formas no grupo e na vida que surgiu "Porque nunca nos trataram com amor" e vários atores passaram por nós, embarcaram e desembarcaram. Nos últimos 4 meses, nós nos decidimos e nos encontramos e trabalhamos num novo grupo que tem Potyra Pinheiro, George Holanda, Paula Vanina e Henrique Fontes como atores  e criadores, eu Simona Talma e Luiz Gadelha na música, Tiago Vieira na cenografia, Ronaldo Costa na luz junto a jovem recém formada em artes cênicas atriz e diretora Carolline Cantídio, apostamos nela e ela apostou em nós, foi árduo como qualquer montagem de espetáculo, embora a maioria das pessoas não saiba disso, mas foi especialmente árduo pelos sentimentos que depositamos e por ser "tão autoral", tudo no espetáculo vem de nós, os textos, os movimentos, as canções os olhares, mas acima de tudo a fragilidade, o silêncio, nossa forma de viver e de sobreviver. Carolline apostou sua pesquisa, suas idéias, seus sonhos, em nosso grupo sedento e no que ela chama de teatro pós-dramático, bom eu ainda não sei o que é esse teatro, mas quero usufruir dele tanto quanto penso que o público desta cidade pode usufruir.

 



Solidões Coletivas – Por que ninguém nos trata com amor?

Por Fábio Farias

O indivíduo dentro de si é multifacetado.  A pós modernidade, a tecnologia, a pressa cotidiana, as pressões. Andamos sem poder nos ver. Olhamos sem poder nos sentir. E vivemos imersos a uma solidão coletiva angustiante. O mundo moderno fabrica ilhas perdidas que sonham, aspiram por um amor, por mais pequenino que seja. Mas ao mesmo tempo, não nos deixamos achar. Vivemos robotizados.
Entramos em ônibus lotados, tocamo-nos, esfregamo-nos e criamos uma espécie de intimidade muda com pessoas de caras estranhas. Mas não nos relacionamos, somos gelo, robôs incapazes de sentir o outro na nossa correria cotidiana. Só o encontro é capaz de quebrar esse ritmo. Nessa ruptura estamos afogados no nosso inconsciente que nos traz lembranças da infância, dos amores das nossas guerras, das nossas vidas. É uma relação que envolve medo. A verdade é que temos medo de sermos humanos.
Mas a pergunta ainda paira, sobrevoa mais forte e verossímil.  Por que, mas por que ninguém nos trata com amor? Amor? Que amor? Será que matamos o amor?  O futuro da humanidade talvez seja um mar de gelo.
A peça é ambiciosa. Não quer apenas conquistar nossos olhos, nosso corpo, nosso riso. Ela quer ir mais fundo, chegar ao sentimento, tocar aonde quase nada toca e nos deixar embasbacados, bestas, mudos. Ela cria uma grande interrogação na cabeça e está lá muito mais para confundir, para provocar do que para procurar respostas à pergunta que o nome dela propõe.
A iniciativa é pioneira na cidade. A idéia do Grupo Beira de Teatro é trabalhar com o pós dramático. A peça também é a estréia de Carolinne Cantídio na direção. São quatro atores que se confrontam no cotidiano e que ao mesmo tempo em que são desconexos, estão juntos. Gritos, passos desordenados, vozes. Os acontecimentos não se prendem a uma linha lógica, são soltos e complexos; como a realidade que nos cerca. O ritmo explorado pela direção, as cenas que pendem uma hora para o calmo e outra para o nervoso e a música, sobretudo a música, que se funde ao enredo e nos toca, bilíngüe, em castelhano e português - isso tudo nos ajuda a sentir, nos comove e faz com que não tiremos nosso coração do palco, das cenas, dos atores.

A estréia é na quarta-feira, na Casa da Ribeira a partir das 20h – só para convidados. Na quinta haverá outra sessão, aberta ao público, no mesmo horário.

Fábio pergunta:

Será que matamos o amor?

Carolline:

Não, não matamos o amor, o amor é quem nos mata.
Ele chega, se apresenta e de repente já está em nós, audacioso cheio de coragem, mostrando que morre em nós quando não somos fortes o suficiente para administrá-lo. Então ele nos mata, nós não matamos o amor, nós morremos o amor.
 
Por que, afinal, ninguém nos trata com amor?

Penso que é por que ainda vivemos em tempos de barbárie espiritual disfarçada de sociedade global. Basta abrir bem os olhos pra ver que não nos tratam com amor e que o planeta está ruindo. O egoísmo do salve-se quem puder contamina nosso dia a dia, e se não fizermos nossas redes de amor, a barbárie nos pega de jeito.
Por isso realizamos este trabalho. Porque estamos nas trincheiras desta guerra, e precisávamos definir nosso plano lúdico de ataque. Talvez nosso brado pra ganhar forças seja este: "...pq nunca nos trataram com amor!".  =D
 

 

 
À DOIS
Seg, 10 de Novembro de 2008 19:31
ARTE OPINIÃO
 
Botar meu coração na mesa

Eu poderia simplesmente dizer que ela é minha compositora preferida, mas isso não explica o que eu vou tentar explicar. Uma vez eu anunciei um show de Khrystal, numa das temporadas do Projeto Retrovisor e comecei a noite dizendo que a amava e que tudo que dissesse depois disso seria pouco e de fato é, dessa vez não será diferente. Tentar entender ou explicar a outrem porque se ama alguém normalmente é meio inútil, porque assim que você enumera quase todos os motivos você conclui que mesmo que todos esses repentinamente desaparecessem, ainda assim, você amaria porque o amor é assim.

Khrystal realmente é muito, uma cantora e intérprete inebriante, dona de si e de seu trabalho aos 27 anos ela já faz parte da história da nossa música não só pela sua presença intensa, vertiginosa e indefectível, mas pelo excelente trabalho com o côco, suas releituras e leituras de si mesma, de nós, da alma dos homens e mulheres simples, do povo negro e sua força, como em "Coisa de Preto" dela e de Tertuliano Aires, que eu considero uma das melhores do disco, mas como pela luta diária, pelo trabalho árduo que ela e o seu produtor Zé Dias fazem por aqui e por esse Brasil a fora, sempre com o empenho e determinação de fazer simplesmente o melhor. É tanto que ela é uma de nossas cantoras mais populares e como nós precisamos ser populares. O que poucos sabem é que ela é uma compositora excepcional, até hoje sempre que ela mostra uma música nova, eu penso, meu deus como pode essa menina fazer isso? Mas inegavelmente o universo melódico de Khrystal é muito rico, ela é cuidadosa, trata sua música com delicadeza e malícia e mesmo sem perceber faz uma mistura sofisticada de suas influências e tudo que ela compõe fica comovente, humano. E apesar de todas essas qualidades é difícil pros homens reconhecerem a capacidade das mulheres em certos aspectos, principalmente no que se refere ao intelectual, todo mundo conhece Chico Buarque, mas quem é que conhece Fátima Guedes? Claro que ninguém pode atribuir esses insucessos apenas aos preconceitos e machismos, mas é fato que até hoje as mulheres ganham menos que os homens, tendo funções idênticas. É fato também, que no caso do trabalho de Khrystal, o foco não são as suas composições. O que chama a minha atenção é que sendo ela a incrível artista que é, quando ouvimos as músicas feitas por ela, tudo se revela ainda mais e o que se vê é lindo. No fim eu desejo que nós percamos cada vez mais a vergonha de sermos iguais e sem subterfúgios, que percamos a vergonha de estarmos nus e eu sei que um dia eu acordarei num mundo em que todos conheçam não só a cantora Khrystal, mas também reconheçam o estilo da compositora Khrystal, não por ela, por nós e porque Chiquinha Gonzaga não me deixa mentir, compor também é trabalho de mulher .

Deusa mutante

ah amada...
tão forte , tão bela
tão meu sorriso, tão louca
balançando o vento
cantado pro vento, pro povo
pras sereias e pra mim

Ah amadinha
bela e conflitante
grite e dance pro mundo te ver
que tu é toda brisa
toda tempestade

Ah áspera amada
Confia ao mundo teus segredos
de Deusa mutante
Tira do mundo tua lágrima e vício
Finca-me dentro tua voz

Que de mim tu já tens, sobre tudo, o sempre.


Simona Talma

Raiz e antena

Um canto bem cantado extrapola o além das formas e penetra o fino sumo do suor que abrange. Quando a veia salta forte e a raça apodera-se da inquietude com bravura tenho a impressão de escutar Khrystal cantar o seu canto de alma e sua voz soar doce, alegre, triste, profunda, nordestina e brasileiramente universal. "Se queres ser universal, fala da tua aldeia" disse Tolstoi. E Khrystal absorveu bem o sentido desta frase; seu primeiro cd - Coisa de Preto- crava a raiz no solo nordestino, enquanto o gingado malemolente alcança os pomares de outros ares antenados com os ventos modernos. Khrystal não é cantora de um ritmo, é interprete da batida da vida, da batida que toca seu coração e transpassa na sua música.  E ela faz do palco a sua casa onde se despe dos temores das injustiças e veste-se das cores coloridas de um povo azul, preto, amarelo e vermelho. Ela estende as mãos e reza suas canções com a fé dos que crêem no que os olhos não vêem, mas o coração sente. Assim não é raro ver os olhos entusiasmados do público totalmente entregue a uma interpretação que toma conta de todo o espaço e fala diretamente com cada ser da platéia, de olho aberto, direto e sem alegorias. Tal como seu reflexo de ser hibrido e consciente do tatear social. Cantar pode ser para muitos, interpretar o som das palavras e a vida que necessita exalar delas é para poucos.
E seu olhar de intérprete perpassa constantemente em suas composições. Suas melodias casam perfeitamente com as palavras e a intenção que elas embalam. Khrystal não dá ponto sem nó,  só mostra aquilo que passa pelo seu aguçado “selo de qualidade”. E a resposta disso tudo tem reverberado nos shows, na venda do disco, nas palavras dos críticos e principalmente no olhar e reconhecimento do público. E ela é nossa, é do Brasil, é do mundo. Seu canto há de voar livre, como livre é o dom dos que alcançam o mundo e retornam ao seio farto da terra que amam e que os ama.

Preta amada

Onde o negro dessa voz
Encontrará morada?
Será que o branco
Que há em nós
Vai dizer que negro
Não faz batucada?

Ah, nega eu quero ver
Sua voz ganhar o mundo
Os coqueiros do futuro
Eu quero ver  a translúcida água
Jorrando a verdade farta
Que você sabe bem
Transbordar a alma

Ela pulsa forte e é pura dádiva
Mas não há palavras
Quero apenas o som do seu cantar
Penetrar como sol a luz das estradas
Nega, bela nega, preta amada

O amor já fez morada
No horizonte do teu som
É doce, é acre, é puro dom
O infinito já perdeu a vista
E talvez você esteja por lá
Abraçando o mundo
Embalando o mundo
Com sua canção de despertar

Nega, bela nega, preta amada
Vá e não esqueça de voltar
Pros braços  e abraços
Do chão que soube te amar


Drika Duarte

Drika pergunta:

Tem uma frase de um dramartugo italiano que diz: "O verdadeiro artista não faz obra para seu público, prefere fazer público para sua obra". O que vc acha disso?

Tô nessa!esse italiano sabe das coisas!É o que sinto.Não faço música pra agradar ninguém, mas desperto curiosidade em algumas pessoas.

No seu repertorio sempre há musica que falam do brasil e do brasileiro e do nordestino, vc se considera uma artista que leva as causas do povo, as desigualdades dos menos favorecidos?

Falo nas músicas por que lá, me sinto a vontade, mas não levanto bandeira de nada, só a de não ter bandeiras, mas falo do que incomoda sem ferir ninguém. Falo do nordestino, porque vivo aqui...Agora que meus preconceitos estão caindo por terra, quem sabe não estarei falando de um outro tipo de homem?

Você se considera mais intérprete ou compositora? Ou não há diferença?

Intérprete sem sombra de dúvida. A composição não é uma prioridade no meu trabalho.Eu gosto de pesquisar, procurar nos repertórios dos meus ídolos pérolas ou discos totalmente desconhecidos, encontrar uma música que bate fundo no meu peito, se uma música minha combina com o contexto do que estou buscando, ótimo, entra no repertório, mas não existe regra pra isso. Na verdade, agora é que estou confiando mais na compositora Khrystal.
 
 
À DOIS
Qui, 30 de Outubro de 2008 12:29

ARTE OPINIÃO

Ainda Que Mal Olhemos Para as nossas Pedras

Rosa de Pedra é uma plantinha resistente que se multiplica fácil ao sol ardente daqui e fica vistosa, vezes como pedra pode ser, vezes como rosa. Não é popular como a violeta, mas é tão encantadora quanto e poderia ser tão vendida quanto, tendo maior expectativa de vida. Assim também a banda Rosa de Pedra, resistente, em suas várias formações, em seus vários nomes ao longo de seus tantos anos.
Porque essa Rosa de Pedra foi mudando, lapidando, falando cada vez mais aos nossos ouvidos, dos nossos malandros, da nossa malícia eu não sei...
Porque essa Rosa de Pedra tão plena agora? Num lugar tão alheio a ela?
Numa cidade que nem pode amar Pernambuco, frevo, Rio de Janeiro e samba porque não se ama.
Porque nossa? Essa Rosa de Pedra tão impactante quanto Mundo Livre, tão singela quanto Eddie, tão forte quanto o nordestino é?
Rosa Pedra: música politizada, autêntica, sagrada e muito pagã, da voz manhosa de Ângela Castro de seu canto de sereia, da musicalidade estonteante e da malemolência de Tiquinha Rodriguez, da figura magnética e bela de Concita, em todas as suas ricas pétalas-pedras -  Betão, Jailton, Rogério Pitomba e Tony - é um catimbozada completa, e pra quê melhor?
E ainda que mal olhemos nossas pedras, aí estão elas jorrando leite, falta muito pouco pra dizer que a felicidade existe. 

Simona Talma

Do mar ao sertão

Do mar ao sertão, das ruas aos guetos... o primeiro CD da banda potiguar Rosa de Pedra é um convite à festa com os Orixás. Composições próprias, explícitas e questionadoras, mais canções de domínio público revelam a raiz da musicalidade afro-brasileira e nordestina na percussão e no sotaque. As vozes cantam o urbano e o místico, o novo e o tradicional, numa amálgama de fortes referências potiguares onde a rosa esculpida na pedra carimba o espaço que a banda vem conquistando no cenário musical brasileiro.

Forró-coco-dub-eletrônico-rap-rock-catimbó-e-ciranda dão o tom da festa, as músicas dançantes cantam com beleza e autenticidade a atmosfera contemporânea que emoldura a capital da esquina do continente e 'do outro lado do áquario'. Rosa de Pedra é naturalmente música e poesia.

Produzido, gravado, mixado e masterizado em Natal [Stúdio Promídia] durante o primeiro semestre de 2007, o disco é resultado do trabalho onde seriedade e qualidade caminham juntas. Rosa de Pedra é Ângela Castro, Tiquinha Rodrigues, Concita Alves, Betão, Rogério Pitomba  e mais a participação coringa de Gabriel Souto.

Renata Marques

Renata pergunta:

No cd a maioria das músicas são parcerias feitas entre os próprios integrantes. Há alguma particularidade no processo criativo da banda ?

O processo criativo da banda se dá nos arranjos , onde cada um traz sua pitada musical. Mas no geral Tica, Concita ou eu (Ângela Castro) trazemos as letras musicadas para a sonoridade ser elaborada.

A banda se identifica com a musicalidade Afro e agora no primeiro cd vocês casaram muito bem o eletrônico com a percussão. Como é essa parceria com Gabriel Souto? Qual é a abertura da banda pra essa tendência da música atual de misturar o orgânico com o eletrônico?

A presença dele, tanto no cd quanto no show, são muito positivas; e sempre q possível ele está conosco. E a gente  vê essa sonoridade eletrônica como mais um elemento a ser explorado na música; assim como os demais instrumentos q usamos .Basta q o som nos emocione! E as parcerias somam muito, nossa mais recente parceria é Cia. Xamã Tribal com suas danças ritualísticas, engrandecendo os shows.


Simona pergunta:

O que é Rosa de Pedra? E o que tem de bom no que vocês fazem?

É uma banda  formada por:  Tiquinha Rodrigues (rabeca), Toni Gregório(guit.), Betão Tavares(baixo),
Concita Alves(perc.), Jailton Torres(perc.), Rogério Pitomba(bateria) e Ângela Castro(voz) ; músicos de influências diversas que priorizam em seu som o resgate de ritmos e melodias do cancioneiro popular , da religiosidade afro-brasileira e também as canções autorais abordando questões sociais.

Existe algum outro produto similar ao Rosa em Natal? alguma banda com a qual o Rosa se identifica?
 

Tem sim , vemos em nossa cidade uma  sonoridade que se torna cada vez mais expressiva; de percussões fortes,misturas de gêneros musicais,  harmonias elaboradas e letras dizendo do cotidiano das ruas. Nos identificamos com a galera do Nordestenato, Mandumblá, Elegia e seus Afluentes, DuSouto, Khrystal, Pangaio, Retrovisor, Pedu Breu e mais esses que insistem em se comunicar com suas palavras e sons.

Qual o sentimento da banda em relação ao primeiro disco?

Estamos muito felizes e satisfeitos com o nosso cd. Contamos com parcerias essenciais pra esse feito;
Ivan Júnior da OffSet Gráfica, Mário Rasec na arte gráfica, Luiz Gadelha nas fotos, Jane Gregório no figurino, Eduardo Taufic que gravou conosco e Camila Pedrassoli que é a produtora da banda; esses que também depositaram suas crenças no nosso trabalho e resultou nisso , um cd com a sonoridade muito bem trabalhada e com a  belíssima arte da capa e do encarte que expressa no visual a linguagem da banda.


Rosa de Pedra faz planos?

O foco é a divulgar o cd , aí ficamos atentos aos projetos de circulação , festivais e criando possibilidades da música chegar mais perto das pessoas.

Porque vocês fazem música? E o que os motiva a continuar fazendo?

Primeiro é muito bom fazer o que se gosta , e todos nós amamos a música. Essa força de transformação que ela tem e que a palavra associada à música carrega muito nos motiva a seguir no trabalho que é de comunicar e interagir com as pessoas o nosso olhar  diante das diferenças , do sincretismo religioso, dos problemas sociais.
A gente busca através da música contribuir para que  a sociedade se respeite e colabore mais uns com os outros.

Conheça mais:
Rosa de Pedra - Blog
Rosa de Pedra - MySpace

 

 
À DOIS
Sex, 24 de Outubro de 2008 19:45
ARTE OPINIAO
um plano sutil de conquistar o mundo

Simona Talma sempre acompanhada de um jornalista ou músico ou produtor ou escultor ou poeta ou florista...falando de obejtos humanos de arte, de arte em movimento, de pessoas que fazem arte, de pessoas que são arte...de músicos, discos, livros, performers, estilos, pessoas, sempre elogiando tudo e sempre questinando tudo que elogia. Abrindo a página para os que trabalham com cultura falarem sobre suas angústias, pesquisas, qualidades, trabalhos e dúvidas, além de tentar documentar algumas de nossas produções, um plano sutil de conquistar o mundo.